
Osmar era um jovem e pacato jornaleiro que conhecia muito bem todos os dilemas de seu ofício, até que um dia certos senhores engravatados e algumas senhoras decidiram que o diploma de jornalista não era mais importante e decidiram votar contra sua obrigatoriedade. A partir daí tudo mudou na vida do jovem Osmar, que decidiu largar os gritos de “Extra, Extra” para entrar no mundo do “ bloco de anotações e caneta bic”.
Conseguiu um emprego em um jornalzinho da cidade, e logo chamou atenção, usando de seus conhecimentos “jornalísticos”, conseguidos ao longo de seu trabalho como jornaleiro, criou manchetes chamativas e espalhafatosas, o que de pronto alavancou a venda dos jornais, infelizmente o conteúdo de suas matérias nem sempre condizia com a verdade
No final a maioria saiu feliz, Osmar conseguiu seu emprego, o dono do jornal lucrou maravilhas, pagando menos aos seus funcionários sem se preocupar com a ética, e os senhores engravatados não perceberam diferenças no gosto de seus pratos extraordinariamente preparados por um cheff Francês. Parece que o único que saiu perdendo com essa história toda foi Zézinho, menino de rua que usa jornais como cobertores, agora as notícias que o cobrem estão cheirando um pouco pior, mas pelo menos ele não sente a diferença, apenas sentiu que o papel está um pouco mais fino.

1 Pedrada(s):
otimo o texto e sem comentarios sobre o diploma de jornalista.
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