
Quando Gutenberg deu os primeiros passos para a criação da imprensa não sabia que sua invenção daria tanta dor de cabeça para as pessoas que tem o poder. Desde a Igreja Católica, até Hitler, todos tinham medo do modo como a imprensa poderia desestabilizar seu poder com a população.
Quando a Ditadura militar se estabeleceu no Brasil, a censura foi o meio que os Generais usaram para calar a boca de músicos, artistas, imprensa e da população sobre a irregularidade de seus atos. Não só isso como usaram de tortura e outros meios inescrupulosos para dar um fim aos gritos de protestos de seus adversários.
A Ditadura no Brasil acabou, mas a censura continua por aí, na Venezuela o Presidente Hugo Chávez cancelou a concessão do maior canal do país por ser contra seu governo. No Equador, o presidente Rafael Correa abriu uma frente de controle do conteúdo da imprensa com o projeto que estabelece um conselho de fiscalização. Na Argentina o casal Kirchner conseguiu aprovar uma nova Lei dos Meios Audiovisuais que amplia os poderes do Estado sobre os meios de comunicação eletrônicos, criando uma cota de 33% dos canais de TV para o setor privado, o restante seria dividido entre poder público, Organizações Não Governamentais, sindicatos, universidades e igrejas.
No Brasil, o Estado de São Paulo está sobre censura prévia e foi proibido de publicar uma matéria sobre uma investigação da Policia Federal que envolve Fernando Sarney, filho do “Poderoso Chefão” brasileiro José Sarney. Além disso, o próprio Zé Sarney diz que: “De certo modo, a mídia passou a ser uma inimiga das instituições representativas. Isso não se discute aqui, não estou dizendo isso aqui, estou repetindo aquilo que, no mundo inteiro, hoje se discute”. Pois é seu Zé... logo você que teve seus 11 processos arquivados pelo Conselho de Ética do Senado.
Sem uma imprensa livre não existe democracia , pois é com ela que a população tem seu meio de controle e de resposta.

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Lembrando que, não somente após a ditadura que o Brasil sofreu com períodos de censura e repressão aos meios de comunicação.
Com Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, com o auxilio do DIP (Departamento de Impressa e Propaganda), tudo o que se produzia culturalmente no Brasil tinha que ter a aprovação deste. Ou seja, a história brasileira de censura e repressão é anterior aos governos militares, um civil se utilizou destes recursos para aclamar o seu governo e suas "boas ações" bem como incentivar o nacionalismo.
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