
Ele chegou cambaleando, ziguezagueando pela calçada, como todo bom bêbado deve fazer, vinha não se sabia de onde, ia não se sabe para onde. Seus pertences ele carregava com ele, a viola a tira-colo, sua mochila, seu chapéu, e um par de havaianas surradas. Sentou-se na mesa bem ao centro do bar e pediu licença para se apresentar, estanho que justo aquela mesa estivesse vaga, como se estivesse esperando que o astro da noite chegasse para começar seu show.
Abriu a mochila e dela tirou um pandeiro e uma sacola, dessas de supermercado, cheia de folhas. Colocou uma entre a falha que possuía nos dentes, e logo começou a assoviar, e o som saia como uma dessas gaitas de boca, ou até melhor. De repente das minhas risadas fez-se o meu silêncio, e do meu silêncio uma espécie de respeito. Tudo porque aquele pobre diabo não estava ali tocando por dinheiro, ele tocava por cachaça, por comida, por míseros trocados, ele tocava para sobreviver e como tocava bem o danado.
E mesmo com alguns tantos batendo palmas, a maioria continuava a gargalhar daquele velho violeiro, ali estava a personificação da musica brasileira atual, mesmo com alguns tentando ajudar a grande maioria transformava o show em algo risível, um verdadeiro espetáculo tragicômico. E o pior de tudo é que o Zé nem ligava, e continuava tocando, afinal o show não pode parar.

2 Pedrada(s):
Oii Dony... uahauhauuha muito tri o texto... parece até história de livro clássico brasileiro... Beijos
bixo...deixa t dize q eu conheci esse cara a uns tantos anos atras la no KAPPE! !
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